Amor primeiro
Quem vos amou tão triste e tão primeiro
Que o mal de amar o fez tão raro e triste
Triste porque partiu, porque partiste
Em ser primeiro e triste sou parceiro.
De um par tão triste que se fez primeiro
Névoa do alvorecer que não existe
Vejo que estou tão só, quanto me viste
E te amei sem querer - tão derradeiro.
Derradeiro (perdão) por ser primeiro
Relembrando outra vez que fui parceiro
Do que em nós transformou-se na memória:
Amor de armas em riste, e triste história
Entre a glória de ser o amor primeiro
Ter o demônio de ser o derradeiro.
Gregor Mencken e Pedro Geraldo Escosteguy.
Alva lua
A alva lua
brilha nos campos.
Espio sua luz,
e lembro em sonhos
daquela que surge calada.
Oh! bem-amada!
Reflete-se na grama,
e perfila-se imprecisa
Ao vento que assobia!
É hora, o mocho pia...
Assim como desce
a calma infinita
do pensamento
que a lua frisa.
Não lamentemos:
É a hora precisa.
Gregor Mencken.
Time to go
O som das estrelas e da lua
Brilhando em tua noite, por janelas
Com o impacto insano de tua
Versão de cores tão amarelas.
O pundonor da alvorada nua
Como a serena pele da amada,
Fere, de mansinho, todas trevas
E vem, já sem pássaros, calado!
A doce lembrança, que é só tua
Estaca. E pousará seus lábios
No orvalho, com tremores sábios...
Uma alma ferida, ao pé da estrada,
Coração pulsando pela vida
Time to go. Hora da partida.
Gregor Mencken.
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